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O tangromangro
Nasceram dez meninas
Metidas dentro de um fole;
Deu-lhe o tangromangro nelas,
Não ficaram senão nove.
Essas nove que ficaram
Foram ver passar o broito
Deu-lhe o tangromangro nelas,
Não ficaram senão oito.
Essas oito que ficaram
Foram ver passar o valete;
Deu-lhe o tangromangro nelas,
Não ficaram senão sete.
Essas sete que ficaram
Foram ver passar os reis;
Deu-lhe o tangromangro nelas,
Não ficaram senão seis.
Essas seis que ficaram
Foram ver passar o brinco;
Deu-lhe o tangromangro nelas,
Não ficaram senão cinco.
Essas cinco que ficaram
Foram ver passar o rato;
Deu-lhe o tangromangro nelas,
Não ficaram senão quatro.
Essas quatro que ficaram
Foram ver passar a rês
Deu-lhe o tangromangro nelas,
Não ficaram senão três
Essas três que ficaram
Foram ver passar os bois
Deu-lhe o tangromangro nelas,
Não ficaram senão dois.
Esses dois que ficaram
Foram ver a procissão;
Deu-lhe o tangromangro nelas,
Não ficaram senão um.
Esse um que ficou
Foi ver amassar o pão;
Deu-lhe o tangromangro nelas,
Acabou-se a geração.
(Penafiel)
Coelho, Adolfo. Festas, Costumes e outros materiais para uma Etnologia de Portugal, Vol.I, Lisboa, Publicações D. Quixote, 1993
Apodos pelos nomes
Ó José Carramé,
Bota os gatos à maré,
Enfiados numa linha,
Para tocar a campainha.
Ó João Carramão,
Vai com a ceira
Ao carramão.
Ó Luís, Ó Luís
Tira a caca do nariz,
Vai lavá-la ao chafariz.
Ó Rita,
Caganita,
Quando mija
Vai de bica.