da terra

do folclore, das lendas, das histórias, dos trajes e das gentes da terra

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O tangromangro

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Nasceram dez meninas

Metidas dentro de um fole;

Deu-lhe o tangromangro nelas,

Não ficaram senão nove.

Essas nove que ficaram

Foram ver passar o broito

Deu-lhe o tangromangro nelas,

Não ficaram senão oito.

Essas oito que ficaram

Foram ver passar o valete;

Deu-lhe o tangromangro nelas,

Não ficaram senão sete.

Essas sete que ficaram

Foram ver passar os reis;

Deu-lhe o tangromangro nelas,

Não ficaram senão seis.

Essas seis que ficaram

Foram ver passar o brinco;

Deu-lhe o tangromangro nelas,

Não ficaram senão cinco.

Essas cinco que ficaram

Foram ver passar o rato;

Deu-lhe o tangromangro nelas,

Não ficaram senão quatro.

Essas quatro que ficaram

Foram ver passar a rês

Deu-lhe o tangromangro nelas,

Não ficaram senão três

Essas três que ficaram

Foram ver passar os bois

Deu-lhe o tangromangro nelas,

Não ficaram senão dois.

Esses dois que ficaram

Foram ver a procissão;

Deu-lhe o tangromangro nelas,

Não ficaram senão um.

Esse um que ficou

Foi ver amassar o pão;

Deu-lhe o tangromangro nelas,

Acabou-se a geração.

(Penafiel)

Coelho, Adolfo. Festas, Costumes e outros materiais para uma Etnologia de Portugal, Vol.I, Lisboa, Publicações D. Quixote, 1993

Escrito por madameclock

Janeiro 2, 2008 em 6:27 pm

Publicado em etnografia, rimas

Apodos pelos nomes

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Ó José Carramé,

Bota os gatos à maré,

Enfiados numa linha,

Para tocar a campainha.

Ó João Carramão,

Vai com a ceira

Ao carramão.

Ó Luís, Ó Luís

Tira a caca do nariz,

Vai lavá-la ao chafariz.

Ó Rita,

Caganita,

Quando mija

Vai de bica.

Escrito por madameclock

Janeiro 2, 2008 em 6:22 pm

Publicado em apodos, etnografia, rimas